A Terra está em estado de alerta ante a chegada iminente de uma tempestade solar de intensidade branda a moderada, esperada até a próxima sexta-feira, dia 29. O fenômeno é causado por uma erupção solar de classe M6.9, registrada no último domingo, 25, que disparou uma ejeção de massa coronal (EMC) em direção ao campo magnético terrestre. De acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), os efeitos começarão nesta quinta-feira, 27, com uma tempestade geomagnética de classe G1, considerada menor, evoluindo para a classe G2, classificada como moderada, nos dias 28 e 29.
As tempestades geomagnéticas podem provocar interferências diretas em infraestruturas tecnológicas. Durante a passagem das partículas solares, redes de energia em altas latitudes podem registrar alarmes de tensão e flutuações na distribuição elétrica. Na órbita terrestre baixa, o aumento do arrasto sobre satélites exige monitoramento contínuo, enquanto sistemas de comunicação por rádio podem sofrer instabilidades passageiras. Astronautas em missões espaciais também precisam adotar medidas de proteção contra os níveis elevados de radiação solar.
Outra consequência prevista é o aparecimento de auroras boreais em latitudes mais ao sul do que o habitual, ampliando a faixa geográfica de visibilidade do espetáculo luminoso. As erupções solares fazem parte do ciclo natural de atividade magnética do Sol, que se repete em intervalos médios de 11 anos, quando os polos magnéticos do astro se invertem, aumentando a frequência de manchas solares e de explosões. As explosões são divididas em cinco classes principais – X, M, C, B e A – conforme a energia liberada: a classe X é a mais intensa e pode causar graves perturbações nas comunicações terrestres; a classe M, de tamanho médio, provoca interrupções breves em transmissões de rádio e auroras visíveis; as classes C, B e A são progressivamente menores e, em geral, não causam impactos perceptíveis no planeta.
Fonte: A TARDE