A política municipal de Cruz das Almas volta a ser palco de controvérsias após o diretor-geral do Detran-BA, Max Passos, direcionar críticas severas ao prefeito Ednaldo Ribeiro, filiado ao Republicanos. O embate teve início justamente no Dia do Servidor Público, quando a administração municipal emitiu nota oficial tentando vincular ao Governo Federal as dificuldades financeiras enfrentadas pelo município.
Max Passos demonstrou indignação diante do posicionamento da prefeitura na data simbólica. Segundo ele, a narrativa de escassez de recursos entra em contradição com os volumosos repasses financeiros que chegaram aos cofres públicos ao longo do exercício. “A eleição já acabou e o preço da derrota chegou justamente no Dia do Servidor Público. Cruz das Almas não merece arcar com esse custo, e o trabalhador não pode ser penalizado por essa conta”, declarou o diretor.
Para desmontar o argumento de crise orçamentária apresentado pelo Executivo local, Passos trouxe à tona números concretos. Entre janeiro e outubro do corrente ano, a cidade registrou arrecadação aproximada de 230 milhões de reais. Somam-se a esse valor 8 milhões de reais provenientes de financiamento autorizado pela Câmara de Vereadores, além de recursos obtidos por meio de emendas parlamentares em transferência voluntária, dos quais, segundo o diretor, a gestão não apresentou prestação de contas à população.
Na visão de Passos, a atual administração mantém uma fachada positiva alimentada exclusivamente por campanhas publicitárias, sem executar obras de relevância financiadas com recursos próprios da cidade. “Cruz das Almas sobrevive de ilusão, sustentada pela propaganda governamental. Não existe nenhuma obra de expressão construída com dinheiro municipal. Tudo que existe no município veio de recursos estaduais ou federais”, completou.
O representante do Detran-BA também cuestionou as prioridades da gestão. Ao tentar jogar sobre a União a responsabilidade pela crise, o prefeito deixaria de lado investimentos essenciais nas áreas de saúde, educação e infraestrutura. “O chefe do Executivo tenta transferir a crise para o Governo Federal, mas descuida da saúde, negligencia a educação e não investe em saneamento”, criticou.
Outra frente de ataque de Max Passos envolveu as promessas de campanha relacionadas à geração de empregos. Em vez de impulsionar a economia local e criar vagas, a administração estaria promovendo demissões em massa. “A única resposta do prefeito aos problemas é eliminar postos de trabalho de quem mais precisa. Quem não consegue administrar a cidade deveria reconhecer seus erros em vez de pedir desculpas pelos desperdícios”, concluiu. A equipe de redação entrou em contato com o gabinete do prefeito Ednaldo Ribeiro, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
Fonte: A TARDE