As Forças Armadas brasileiras vão mobilizar um contingente expressivo de 25 mil soldados para atuar no segundo turno das eleições, marcado para este domingo. Marinheiros, soldados do Exército e membros da Aeronáutica serão distribuídos em uma operação que visa garantir o funcionamento do processo eleitoral em diversas regiões do país.
De acordo com o Ministério da Defesa, as atividades, batizadas de Garantia da Votação e da Apuração, serão realizadas em 306 municípios distribuídos por 11 estados. Além disso, apoio logístico será estendido a outras 39 cidades em oito unidades da Federação, com foco prioritário em locais de difícil acesso.
O planejamento inclui o transporte de urnas eletrônicas, equipamentos de votação e servidores da Justiça Eleitoral até os locais de votação. Para isso, serão empregados aeronaves, helicópteros, embarcações fluviais e veículos militares especialmente adaptados para operar em terrenos complicatedos.
A operação contempla especificamente comunidades rurais, villages ribeirinhos, territórios indígenas e outras áreas onde a infraestrutura de transportes é limitada ou inexistente. O objetivo principal, segundo a pasta, é preservar a ordem pública, assegurar a normalidade do processo eleitoral e garantir que todos os cidadãos possam exercer seu direito ao voto sem intercorrências.
A mobilização das tropas ocorre após solicitação formal da Justiça Eleitoral e posterior autorização do presidente da República. A coordenação do esforço envolve trabalho conjunto entre a Justiça Eleitoral, o Ministério da Defesa, as Forças Armadas e órgãos de segurança pública de todos os níveis de governo.
Cabe aos tribunais regionais eleitorais a tarefa de requisitar o apoio e detalhar as atividades que serão desempenhadas em cada região, em articulação direta com os comandos militares locais. O Comando Conjunto Amazônia, Comando Conjunto Amazônia Oriental, Comando Conjunto Nordeste, Comando Conjunto Planalto, Comando Conjunto Oeste, Comando Conjunto Leste e o Comando de Operações Aeroespaciais participarão diretamente das ações.
A coordenação nacional ficará sob responsabilidade do Centro de Operações Conjuntas, instalado em Brasília, que monitorará todos os movimentos e manterá a comunicação permanente com as unidades mobilizadas em todo o território nacional.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1