O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apostará novamente na força electoral do estado da Bahia para consolidar sua campanha rumo a um quarto mandato à frente do Palácio do Planalto. Considerado o quarto maior colégio eleitoral do Brasil, o estado nordestino representa um dos principais pilares da estratégia da coligação governista para outubro deste ano.
O objetivo utama da candidatura petistas é estabelecer um novo recorde de votação no estado. O marca anterior foi alcançada durante a disputa vitoriosa de 2022, quando Lula recebeu 6.097.815 votos no segundo turno, deixando para trás os 2.357.028 obtainedos pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), que não conseguiu a reeleição.
Antes dessa marca, o título de maior votação na Bahia pertencia a outro representante do Partido dos Trabalhadores. Em 2018, Fernando Haddad, escolhido para liderar a legenda na ausência de Lula, que estava preso, contou com forte mobilização do então governador Rui Costa (PT) e alcançou 5.484.901 votos no segundo turno contra Bolsonaro, que acabou saindo vencedor daquela eleição.
A hegemonia petistas na Bahia começou em 2002, com a primeira vitória de Lula na presidency. Desde então, todos os candidatos do PT ao Executivo nacional venceram nos dois turnos no estado. A menor votação registrada nesse período também pertence a Lula, que demonstrou crescimento constante ao longo das disputas.
Em 2002, Lula conseguiu 3.710.900 votos no segundo turno, contra 1.937.780 de José Serra (PSDB). Já em 2006, quando conquistou a reeleição, o presidente petistas obteve 5.188.314 votos diante de Geraldo Alckmin (PSDB), atual vice de Lula. Nesse mesmo período, o PT elegeu Jaques Wagner ao governo baiano, marcando o início da era petistas no estado.
Diferentemente do dominio actuel, entre 1989 e 1998, ou seja, no século passado, o PT nunca alcançou a primeira colocação nas eleições presidenciais na Bahia. Em 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), criador do Plano Real, foi eleito e reeleto ainda no primeiro turno, sendo o mais votado no estado em ambas as ocasiões.
Nessa fase, Lula concorreu três vezes ao cargo máximo do país, sendo derrotado em todas. Em 1989, na primeira eleição após a redemocratização, Fernando Collor de Mello (PRN) levou a melhor com 2.118.307 votos no segundo turno, contra 1.980.907 de Lula. Em 1994, FHC obteve 1.951.179 votos baianos, enquanto Lula ficou com 1.310.823. Já em 1998, o tucano conquistou 1.977.643 votos no estado, contra 1.372.790 do candidato petistas.
Bolsonaro merece destaque por ter sido o único candidato derrotado no segundo turno a ultrapassar a marca de dois milhões de votos na Bahia, alcançando esse feito tanto em 2018 quanto em 2022.
Segundo fontes ligadas à campanha majoritária do PT na Bahia, liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues, a expectativa é alcançar a impressionante marca de cinco milhões de votos no estado ainda durante o primeiro turno. A estratégia busca impulsionar uma vitória de Lula sem a necessidade de um segundo turno, aproveitando a força do principal reduto eleitoral petistas no território nacional.
Fonte: A TARDE