O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, manifestou apoio à continuidade das investigações que alcançam seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Durante conversa com a Record TV, o chefe do Executivo federal assegurou que não pretende interferir nas apurações e criticou qualquer tentativa de blindagem.
"Ninguém está acima da lei. Se alguém cometeu alguma falha, essa pessoa precisa ser investigada. Não sou um presidente que tenta impedir qualquer apuração. Investigue-se", afirmou Lula. O pronunciamento ocorreu no Palácio da Alvorada, na manhã deste domingo, e será exibido no programa Domingo Espetacular.
Lulinha é atualmente alvo de três procedimentos investigatórios autorizados pela mais alta corte judicial do país. As diligências examinam alegações de tráfico de influência e atos de suborno supostamente praticados em benefício de companhias privadas junto à administração pública federal. O investigado refuta qualquer participação em ações ilegais.
O mandatário reforçou seu discurso ao declarar: "Isso vale para o meu filho, vale para qualquer cidadão. Ninguém possui imunidade se cometeu alguma falta. Meu filho sabe que, se errou, enfrentará julgamento, punição ou absolvição. Ele precisa demonstrar que é inocente".
As diligências foram sancionadas pelo tribunal supremo no encerramento de julho. O ministro André Mendonça responde pela relatoria de duas dessas apurações, enquanto o colega Flávio Dino conduce a terceira. A inclusão de Lulinha nas investigações aconteceu após a Polícia Federal detectar sua ligação com a lobista Roberta Luchsinger, personagem central da Operação Sem Desconto, que examina fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social.
Nos últimos dias, conversas obtidas a partir do aparelho telefônico da empresária, aliadas a relatórios elaborados pela corporação federal, evidenciaram uma possível comunicação entre Roberta e Marco Aurélio Santana Ribeiro, chamado Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente. A polícia federal examina se o tridente manteve contatos com a intenção de interferir em resoluções governamentais. Ambos os citados negam qualquer procedimento ilícito.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1