Os consumidores baianos vão enfrentar mais um peso no orçamento doméstico. A partir deste domingo (1º), o gás de cozinha ficará mais caro em todo o estado. A empresa Acelen, controladora da Refinaria de Mataripe, aplicou um reajuste de 17,5% no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) comercializado com as distribuidoras locais.
De acordo com os dados liberados pela companhia, o valor da tonelada do produto passou de R$ 3.971,60 para R$ 4.664,90. Para o consumidor final, essa correção deve representar um acréscimo entre R$ 12 e R$ 15 no valor de cada botijão. Trata-se do sétimo ajuste de preços registrado no estado somente neste ano.
O histórico de modificações ao longo de 2026 mostra uma trajetória instável. Em janeiro, houve elevação de 2,38%. Fevereiro trouxe alívio, com queda de 4,19%, enquanto março manteve os valores estáveis. Abril registrou crescimento expressivo de 15,2%. Em maio, nova alta de 4,3% foi implementada, mas, segundo o sindicato do setor, essa correção acabou não sendo transferida integralmente aos clientes.
Junho trouxe outro reajuste positivo de 9,59%. Os meses seguintes trouxeram algum respiro: em julho, o produto recuou 6,8%, e em agosto, a redução foi de 7,1%. O presidente do Sinrevgas, Robério Souza, explicou que a queda refletiu a diminuição do custo do GLP no mercado, mas Alertou que fretes, despesas logísticas e competição entre estabelecimentos fazem com que os valores variem entre diferentes cidades baianas.
Outubro trouxe novo susto, com correção aproximada de 9%. Agora, o crescimento de 17,5% previsto para novembro supera todas as variações anteriores no acumulado do ano.
Enquanto isso, o programa federal Gás do Povo oferece suporte às famílias em situação de vulnerabilidade. Uma nova etapa de distribuição de vales será aberta em novembro, com transferência agendada para o dia 10. Diferente de iniciativas como o Bolsa Família, o programa não deposita valores em conta. Os beneficiários recebem um vale digital que permite retirar gratuitamente um botijão de 13 quilos em pontos de venda parceiros.
A seleção dos contemplados é feita automaticamente pelo governo federal, usando informações do Cadastro Único (CadÚnico). Podem participar famílias com renda per capita de até meio salário mínimo, o que corresponde a R$ 810,50 considerando o salário mínimo de R$ 1.621 vigente em 2026. Os limites variam conforme o número de moradores: duas pessoas têm teto de R$ 1.621; três pessoas, R$ 2.431,50; quatro pessoas, R$ 3.242; cinco pessoas, R$ 4.052,50; e seis pessoas, R$ 4.863.
Além dos critérios de renda, é necessário ter o cadastro atualizado nos últimos dois anos, CPF regularizado na Receita Federal e nenhuma pendência cadastral. Famílias com dois ou mais membros que já são atendidas pelo Bolsa Família recebem prioridade no processo seletivo.
Fonte: Aratu On – Últimas Notícias