Estudantes, professores e servidores públicos Ocuparam as ruas de diversas cidades gregas nesta quarta-feira, dia 21, em manifestações contra a alta do custo de vida e as deficiências do sistema educacional nacional. De acordo com dados da polícia, cerca de 5 mil pessoas participaram do ato em Atenas, enquanto Thessaloniki e Patras registraram mobilizações com 3 mil participantes cada, na segunda maior cidade do país e na região de Patras, respectivamente.
Os protestos greekcos seguem o mesmo espírito das manifestações que sacudiram a França recentemente. Os participantes exigem do governo maiores investimentos públicos na área educacional e a elevação dos salários dos trabalhadores. Na capital Atenas, um grande complexo escolar permanece fechado há duas semanas, após um vazamento de gás ter interrompido as aulas de aproximadamente 4 mil estudantes. O episódio ainda é investigado pelas autoridades competentes.
Na segunda-feira, dia 19, o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis garantiu que a Grécia não enfrentará novamente a grave crise financeira que abalou o país em 2008. Apesar da promessa, os números revelam desafios econômicos persistentes. No mês de setembro, a inflação grega chegou a 5,1%, figurando entre as mais elevadas da zona do euro, cuja média segundo dados da Eurostat ficou em 3,8% no mesmo período.
Os dados sobre investimento em educação também preocupam. Em 2023, apenas 3,3% do produto interno bruto da Grécia foi destinado ao setor educacional, índice inferior à média de 4,7% registrada na União Europeia. O sindicato dos professores do ensino médio, conhecido pela sigla OLME, calcula que faltam aproximadamente 15 mil profissionais nas escolas greekcas. Mesmo após recentes aumentos, o salário mínimo no país permanece em 920 euros líquidos por mês, o que equivale a cerca de 5.180 reais na cotação atual.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1