O Sistema Único de Saúde anuncia nesta semana a inclusão de nove medicamentos oncológicos em sua lista de tratamentos disponíveis. A ampliação contempla pacientes diagnosticados com diversos tipos de tumores, incluindo mama, próstata, pulmão, estômago, rim, tireoide e linfomas. O investimento estimado para manter esses remédios ao alcance da população é de aproximadamente 4 bilhões de reais anualmente.
O pronunciamento oficial está marcado para esta terça-feira em São Paulo, coincidindo com as atividades da campanha de conscientização sobre o câncer de mama. Segundo o Ministério da Saúde, algumas dessas medicações eram esperadas há mais de uma década pelos pacientes, embora já constassem nas diretrizes do sistema público. A pasta projeta disponibilizar ao todo 23 novos fármacos contra o câncer até o encerramento deste ano, representando um aumento de 35 por cento nas opções terapêuticas oferecidas à população.
Entre os remédios que passam a integrar o SUS, destaca-se o abemaciclibe, voltado para casos de neoplasia mamária em estágio inicial. Na rede particular, esse medicamento pode chegar a custar 366 mil reais, valor que frequentemente fica fora do alcance da maioria dos brasileiros. A lista completa inclui ainda o trastuzumabe para tumores gástricos, o acetato de lanreotida para tumores neuroendócrinos, o pazopanibe para neoplasia renal avançada, o rituximabe para leucemia e linfomas, a abiraterona para diferentes fases do câncer de próstata, o gefitinibe para carcinoma pulmonar, a hormona recombinante estimulante da tireoide e o sunitinibe para casos renais e tumores estromais gastrointestinais.
A medida deve beneficiar moradores de 17 estados brasileiros, ampliando significativamente o acesso a terapias que antes ficavam restritas à iniciativa privada.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1