A medicina oncológica tem passado por transformações significativas na forma como trata os pacientes diagnosticados com tumores malignos. Em entrevista concedida ao Metropole Saúde nesta terça-feira, a médica oncologista Geila Nunes, que atua no Hospital Santa Izabel, enfatizou que o acompanhamento dos pacientes com câncer precisa ir além do combate à doença, mirando a manutenção das atividades rotineiras e dos compromissos de cada pessoa.
De acordo com a especialista, o isolamento dos pacientes oncológicos era uma realidade comum no passado. "Antigamente, os setores de oncologia ficavam localizados em subsolos das instituições de saúde. A justificativa era esconder o sofrimento e afastar aquele indivíduo que, erroneamente, era considerado incapaz de participar da vida em sociedade", explicou a profissional, mencionando que essa abordagem podia ser observada em registros históricos e nos próprios hospitais da região.
Geila Nunes salientou que essas mudanças de paradigma exigem tempo para serem consolidadas. Para ela, a estrutura física dos hospitais contemporâneos, que passaram a integrar os setores oncológicos em ambientes mais acessíveis e acolhedores, revela como a comunidade está se adaptando e ressignificando a forma de perceber o diagnóstico de câncer e o acompanhamento dos pacientes.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1