O segundo segmento do confronto eleitoral transmitido pela emissora Band neste domingo (18) trouxe à tona novas rusgas entre os postulantes ao Palácio do Planalto. O atual mandatário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trazer à memória as mais de 700 mil vidas ceifadas pela pandemia de Covid-19 em território nacional e atacou a maneira como o governo do antecessor Jair Bolsonaro (PL) lidou com a crise sanitária.
Flávio Bolsonaro (PL), seu rebento e atualmente senator, acabou por aceitar que a área da saúde não foi o destaque da administração paterna. Em tom irônico, disparou: "Inclusive o Lula tomou vacina, né? Quem comprou vacina? O presidente Bolsonaro. Tem Bolsonaro dentro do Lula." Na sequência, voltando suas baterías contra os mandatos petistas, lançou uma acusação grave. "Eu quero falar para vocês que durante os 20 anos do governo do PT mais de 770 mil pessoas morreram assassinadas. Isso é uma pandemia que podia ter sido evitada", sentenciou.
Outro assunto que gerou embate acalorado foi o das saidinhas temporárias de detentos. O parliamentário questionou Lula sobre o benefício e lembrou casos de homicídios praticados por condenados que estavam em liberdade condicional. "Por que você está sempre pensando nos direitos dos bandidos e não está pensando nos direitos das vítimas?", inquiriu. O presidente defendeu o direito à saída temporária para presos com boa conduta e em processo de ressocialização, salientando que a lei prevê a reinserção social e o convívio com a família. Também deixou claro que autores de crimes hediondos ficam de fora dessa possibilidade.
No campo dos direitos dos assalariados, Lula advogou pela correção do salário mínimo acima do índice inflacionário e pelo reajuste dos proventos de aposentados e pensionistas. "Fomos nós que tivemos a decência de aumentar o salário mínimo acima da inflação, coisa que eles não fizeram nem um ano", observou. O comandante da nação fez um comparativo entre a disparada dos preços dos alimentos nos quatro anos da gestão Bolsonaro, calculada em 56,17%, e os 13% registrados durante sua própria passagem pelo poder.
Flávio Bolsonaro, que sempre se posicionou contrariamente à eliminação da jornada 6×1, passou a defender a proposta que assegura dois dias de descanso semanal aos empregados e diminui a carga horária. O senador alterou de posição após a mobilização popular e, recentemente, já havia se declarado a favor da medida. "Eu não quero que o seu dia de folga seja um dia de pesadelo, como está acontecendo", declarou, ao apontar a criminalidade nos meios de transporte público e nas ruas das cidades.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1