Faleceu na segunda-feira (19) Regina,baiana de acarajé que mantinha tradicionais tabuleiros nas regiões do Rio Vermelho e da Graça, em Salvador, aos 74 anos de idade. O óbito foi anunciado pela família através das redes sociais, sem revelar a causa da morte.
Conhecida como guardiã de uma tradição culinária que se tornou símbolo da cultura soteropolitana, Regina era a única representante ainda viva do trio.batizado como a “Santissima Trindade do Acarajé”. O grupo era formado também por Dinha e Cira, outras duas baianas que, juntas, se transformaram em referencias da gastronomia e da identidade cultural de Salvador.
A trajetória do trio foi reconhecida oficialmente durante o Carnaval de 2003, quando as tres receberam a chave da cidade das maos das autoridades baianas. Dinha veio a óbito em 2008, enquanto Cira faleceu em dezembro de 2020. Com a partida de Regina, a lendaria trinca se encerra definitivamente.
Em uma publicação de adeus, os parentes prestaram homenagem a ela como mae, avó, companheira e referencia de devoção. “Comunicamos com o coracao apertado o falecimento da nossa amada mae, avó, amiga e grande exemplo de fé, nossa rainha!”, escreveu a família. O comunicado ainda lembrou as qualidades que definiram a trajetória da baiana: carinho, generosidade e alegria. “Seu sorriso, sua força e sua fé sempre serão lembrados e guardados em nossos corações”, acrescentaram.
A mensagem final transmitiu o sentimento de saudade que permeia a despedida. “Hoje, a dor da despedida se mistura com a gratidão por tudo o que vivemos ao seu lado. Você foi luz, foi amor, foi família. Vai fazer muita falta…”, concluíram os familiares, finalizando com uma declaração de amor eterno: “Te amamos hoje, amanhã e sempre!”.
Com a morte de Regina, Salvador perde nao apenas uma empreendedora gastronomica, mas um pedaco vivo da história e das tradições que marcam a identidade da capital baiana.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1