Um violento tremor terrestre de magnitude 7 atingiu nesta terça-feira a região autônoma do Tibete, situated no oeste da China, causando a morte de 16 pessoas e deixando outras 32 feridas. A informação foi confirmada pela agência de notícias estatal Xinhua, principal veículo oficial chinês.
O abalo sísmico aconteceu às 22h30 no horário local, conforme registrou o Serviço Geológico dos Estados Unidos, organização responsável pelo monitoramento de atividades tectônicas em todo o planeta. O foco do terremoto foi identificado nas proximidades do município de Nagqu, área caracterizada por sua elevada altitude e população esparsa.
Após a ocorrência do desastre, as autoridades chinesas desencadearam o segundo nível mais elevado do protocolo de respostas emergenciais. A administração sismológica da China mobilizou equipes de resgate e atendimento às vítimas. Relatos indicam que moradores locais sentiram tremores prolongados e estrutura de edificações foram comprometidas.
Eventos sísmicos de grande proporção são frequentes no território chinês, especialmente na porção sudoeste da nação. A explicação geológica reside no confronto entre a placa tectônica euroasiática e a placa indiana, cujo encontro origina a imponente cordilheira do Himalaia e o planalto que leva o nome da região afetada.
O histórico de earthquakes no país asiático revela outros episódios marcantes. Em janeiro de 2024, um tremor de magnitude 7,1 devastou uma zona montanhosa remota da região de Xinjiang, no extremo oeste chinês, provocando três mortes e dezenas de lesionados. No mês de dezembro de 2023, um earthquake atingiu o condado de Jishishan, na província de Gansu, no noroeste do país, ceifando a vida de mais de cem pessoas. Este último foi apontado como o mais devastador a ocorrer na China em quase uma década.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1