A plataforma de vendas pela internet Shopee colocou em marcha um ambicioso plano de expansão de sua infraestrutura no Brasil, inaugurated quatro novos centros de distribuição estrategicamente posicionados nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Recife, Vitória e Blumenau. A iniciativa acontece a poucos dias das principais campanhas comerciais de novembro, quando o comércio eletrônico registra seu pico de movimentação. Além das novas unidades, a empresa também realizou uma ampliação significativa do galpão já existente em Piracicaba, no interior de São Paulo, que teve sua área operacional triplicada.
Com essas estruturas, a companhia acrescentará capacidade para beneficiar 2,4 milhões de pedidos diários, o que representa um crescimento de 60 por cento na comparação com o mesmo período de 2024. Atualmente, a plataforma mantém 30 centros de distribuição pelo território nacional, sendo que 25 deles funcionam no modelo conhecido como cross-docking, onde as mercadorias passam de forma temporária antes de seguirem aos destinos finais. Os cinco restantes operam no sistema de cumprimento de pedidos, modalidade em que a empresa gerencia os estoques dos vendedores.
Para suportar a operação, a rede logística conta ainda com 200 unidades de apoio para coleta e entrega, além de aproximadamente 5 mil pontos de recebimento espalhados pelo país. Felipe Lima, executivo responsável pelo desenvolvimento de negócios e operações da companhia, destacou que a diminuição do prazo de entrega figura entre as prioridades da empresa para a temporada de fim de ano.
Como parte dessa estratégia, a plataforma lançou modalidades de envio com prazos reduzidos. O serviço de entrega no dia seguinte está acessível em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Goiânia e Porto Alegre. Já a opção turbo, que promete conclusão do envio em até quatro horas, foi desenvolvida com foco na capital paulista. O executivo revelou que, no primeiro trimestre deste ano, a empresa conseguiu abreviar em um vírgula oito dias o tempo médio de entrega em comparação com o ano anterior.
Pesquisas conduzidas pela própria empresa apontam que os consumidores pretendem gastar, em média, 691 reais durante a campanha do 11/11, valor que supera em 25 por cento o registrado em 2025. Para a Black Friday, a previsão de gasto médio alcança 764 reais, representando uma elevação de 20 por cento sobre o ano anterior. Entre os produtos que costumam liderar as vendas nesses períodos estão consoles de videogame, componentes de informática, televisores inteligentes e equipamentos de climatização.
Para viabilizar compras de itens mais caros, a empresa disponibilizou uma modalidade de pagamento que permite parcelar em até 12 vezes, funcionando como um carnê de compras. A plataforma também anunciou a distribuição de quase 50 milhões de reais em cupons de desconto, que serão válidos durante as duas campanhas promocionais do mês.
No radar da companhia também está a possível entrada no segmento de medicamentos, área que ainda enfrenta debates regulatórios. Atualmente, cerca de 40 redes de farmácias já comercializam produtos de beleza e cuidados pessoais na plataforma, mas a venda de remédios ainda não foi liberada. A direção da empresa informou que acompanha as discussões na Agência Nacional de Vigilância Sanitária antes de tomar qualquer decisão sobre essa categoria.
Fonte: A TARDE