O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos recorreu às redes sociais nesta terça-feira (3) para emitir um aviso direto a pessoas imigrantes: qualquer tentativa de votação irregularities resultaria em ação imediata das autoridades. A publicação, feita no perfil oficial do órgão na plataforma X, continha linguagem dura: "Se você votar de forma ilegal, nós o localizaremos. Rastrearemos, prenderaremos e levaremos à justiça. Não haverá como fugir", dizia o texto.
A ameaça, porém, apontava para uma prática que jamais foi permitida pela legislação eleitoral norte-americana. Nos Estados Unidos, estrangeiros que não possuem cidadania formal não podem participar de nenhum processo eleitoral, independentemente de possuírem documentos de residência legal. A lei exige explicitamente a condição de cidadão americano para qualquer participação nas votações federais, estaduais e na maioria dos pleitos locais.
Mesmo diante dessa restrição já estabelecida, a administração Donald Trump tem amplificado discursos contra a participação de não cidadãos nas eleições, apesar de casos efetivos de votação irregular por estrangeiros serem extremamente raros no país. Na segunda-feira (2), a Suprema Corte dos EUA indeferiu um pedido do governo federal para interromper a contagem de cerca de 20 mil votos no estado da Califórnia. A gestão Trump sustentava que existiam dúvidas quanto à cidadania dos eleitores responsáveis por esses registros e queria que os sufrágios fossem mantidos em separado até a conclusão de uma verificação. Os magistrados rejeitaram a solicitação sem apresentar explicações detallhadas, procedimento habitual em decisões tomadas em caráter emergencial.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1