A Prefeitura de Salvador deu início neste sábado a um novo ciclo de atividades na Arena Aquática Salvador, localizada na Pituba. O evento celebrou a abertura do período 2026–2027 com a distribuição simbólica de dez kits completos de natação, compostos por óculos de natação, toucas e protetores auriculares, que serão oferecidos gratuitamente a todos os participantes do programa.
A cerimônia contou com a presença do prefeito Bruno Reis, do secretário municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer, Júnior Magalhães, de alunos e seus familiares. O equipamento, instalado na Avenida Octávio Mangabeira, dispõe de uma piscina olímpica — a mesma utilizada durante os Jogos Rio 2016 — e uma piscina semiolímpica, ampliando as possibilidades de práticas aquáticas para a população.
Bruno Reis enfatizou o compromisso da gestão municipal com a democratização do acesso ao esporte, relembrando a trajetória do espaço, anteriormente um clube privado. "Eu, quando menino, passava por aqui e me perguntava se um dia conseguiria entrar nesse clube. Deus me deu muito mais do que eu pedia: a oportunidade de trazer milhares de pessoas que não tinham chance de frequentar um ambiente como este", declarou o prefeito.
O secretario Júnior Magalhães lembrou que mais de dez mil pessoas já foram atendidas pela Arena desde sua abertura. "Esses materiais frequentemente impedem o acesso de muitas pessoas à natação. Agora, todos os alunos terão, além das aulas gratuitas com profissionais qualificados, os equipamentos necessários para praticar", explicou.
Edvaldo Valério, medalhista olímpico e gerente de esportes do equipamento, informou que seiscentos novos alunos ingressam nesta etapa, com perspectiva de incorporar mais quatrocentos ao longo do ano. "Eles já chegarão com material de qualidade para se desenvolver. Torcemos para celebrar conquistas futuras deles", afirmou. A Arena já recebeu competições regionais, nacionais, sul-americanas e um mundial de polo aquático feminino, movimentando o setor de turismo local.
Entre os beneficiários está Ana Beatriz Liberato, de quinze anos, com transtorno do espectro autista, que frequenta o local há mais de um ano. "Meus óculos antigos deixavam entrar água. Agora vou enxergar melhor embaixo d'água", comemorou. A mãe da adolescente, Roseane Pinho, moradores de São Caetano, destacou os avanços na coordenação motora, equilíbrio e comunicação da filha. "Quando Bia entrou aqui, não tinha coordenação motora adequada. Depois da natação, melhorou cem por cento", contou.
Aos trinta e oito anos, Arlison dos Santos encontrou na natação um caminho de recuperação após um grave acidente de moto que exigiu dez cirurgias. "A natação devolveu minha autoestima e me ajudou a voltar a andar normalmente. Ela salvou minha vida", relata o atleta, que hoje integra a equipe oficial da Arena. "É fundamental ter acesso gratuito a um esporte que usually custa caro. Só temos alegria", completou.