A tradicional Avenida Afrânio Peixoto, conhecida popularmente como Suburbana, recebeu nesta sexta-feira (21) o plantio de dezenas de mudas nativas da Mata Atlântica. A operação de replantio foi necessária após indivíduos danificarem as vegetações que haviam sido instaladas anteriormente no canteiro central da via, um dos principais corredores de tráfego da capital baiana.
Ao todo, foram implantadas 21 novas mudas, sendo dez ipês brancos e onze ipês amarelos. Segundo a Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência e Bem-estar e Proteção Animal, desde o início do ano já foram plantadas aproximadamente nove mil árvores em diversos pontos da cidade. A meta da gestão municipal é atingir a marca de dez mil exemplares até o mês de setembro.
O titular da pasta, Ivan Euler, esteve presente durante a ação e fez um apelo à comunidade para que colabore com a preservação do patrimônio verde. "As árvores vão muito além da estética urbana. Elas purificam o ar, reduzem a temperatura ambiente, atraem fauna e contribuem para a drenagem das águas pluviais. A arborização é parte fundamental da infraestrutura de qualquer cidade", explicou o secretária.
De acordo com Ivan Euler, cada exemplar é posicionado com espaçamento de cerca de três metros. O ciclo de desenvolvimento varia conforme as condições climáticas locais, podendo alcançar maturidade em aproximadamente cinco anos. O diretor de Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural, João Resch, detalhou que equipes fazem acompanhamento contínuo das espécies instaladas.
"Realizamos o plantio e, em seguida, mantemos um monitoramento constante. Identificamos os pontos onde ocorrem perdas, seja por vandalismo ou por falhas na adaptação das mudas. Vamos fazendo as correções necessárias para manter a proposta original de arborizar os espaços públicos", afirmou Resch.
Esta não é a primeira vez que a gestão precisa repor vegetação destruída por vandalismo em 2026. No primeiro semestre, quinze árvores haviam sido substituídas na região de Coutos. A legislação brasileira classifica a destruição de plantas ornamentais em logradouros públicos como crime ambiental, passível de detenção de três meses a um ano, além de multa.
Moradores da região acompanharam as equipes de plantio e comemoraram a iniciativa. Claudionor Silva Lima, de 85 anos, residente do Parque São Bartolomeu, afirmou que a presença das árvores melhora significativamente a qualidade do ar e da vida na vizinhança. "Respirar fica muito mais fácil e o ambiente se torna mais saudável. Precisamos plantar cada vez mais", completou.
André Albuquerque, de 57 anos, que trabalha nas proximidades, destacou o papel das árvores no conforto térmico da área. "O ar fica mais fresco, principalmente em uma via com tanto movimento de veículos. Em alguns horários, o calor era insuportável. Árvores fazem diferença em tudo", pontuou.