O zagueiro Cacá, do Esporte Clube Vitória, falou publicamente sobre o tumulto que se seguiu ao segundo gol marcado pelo Bahia durante o clássico BaVi, realizado no último domingo, 23, pela vigésima quarta rodada do Campeonato Brasileiro. O jogador reconheceu ter tentado destruir a camisa de Jean Lucas durante a celebração do meia adversário em frente à massa de torcedores rubro-negros.
Em conversa com a emissora esportiva SporTV, Cacá argumentou que o gesto de Jean Lucas representou uma ofensa aos simpatizantes do Vitória. O beque salientou que agiu sob forte emoção, classificando a própria atitude como uma reaçãonatural ao que considerou uma provocação inadequada. "Eu nem fico muito antenado nas redes sociais. Só ontem à noite fui informado sobre a sessão de julgamento marcada para amanhã. É clássico, é momento de cabeça quente, adrenalina. Quando dei por mim, já tinha acontecido. Acredito que tudo foi consequência da atitude do jogador do time oponente", declarou.
O defensor repetiu que tomou a decisão no calor da batalha, ao agarrar o uniforme e iniciar o movimento de rasgá-lo, porém demonstrou confiança na compreensão dos organizadores do julgamento. "Acredito que a Justiça vai compreender minha posição. Vai entender que tudo foi consequência da conduta do adversário. Por isso, mantenho total serenidade", completou.
Após balançar as redes pela segunda vez na partida, Jean Lucas, meio-campista do Bahia, retirou a própria camiseta e a exibiu provocativamente para os setores onde se concentravam os adeptos do Vitória, dentro do Estádio Barradão. A atitude irritou Marinho, que arrancou o tecido das mãos do autor do gol, enquanto Cacá tentou destruir a peça. O episódio gerou grande repercussão no mundo esportivo nacional.
Todos os protagonistas da controvérsia foram alvos de denúncia junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva. A sessão de julgamento está programada para a próxima quinta-feira, 27, com início marcado para as nove horas da manhã. Marinho e Cacá, ambos vestindo a camisa do Vitória, responderão com base no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que abrange comportamentos que violem a disciplina ou a ética no esporte, com possibilidade de suspensão entre uma e seis partidas.
Jean Lucas, pivô central da confusão e atleta do Bahia, também será julgado no mesmo órgão. Ele foi enquadrado no artigo 258-A do regulamento, que pune a provocação direcionada ao público durante as competições. A penalidade prevista para o meia varia de dois a seis jogos de suspensão.
Fonte: A TARDE