Episódios de engasgo em cães são mais frequentes do que muitos tutores imaginam e podem transformar-se em verdadeiras situações de emergência. De acordo com profissionais da área veterinária, cada segundo é valioso quando o assunto é preservar a vida do animal de estimação.
As causas mais habituais desse acidente envolvem a ingestão apressada de ração durante as refeições e a destruição de brinquedos, cujos fragmentos podem ser acidentalmente deglutidos pelo pet. Esses incidentes, se não tratados adequadamente, podem acarretar consequências severas para a saúde do animal, incluindo pneumonia e perfuração do esôfago.
Em conteúdo disseminado nas redes sociais, o médico veterinário Rafael Bellucci compartilhou recomendações fundamentais sobre como executar a manobra de desobstrução em cães. O protocolo indicado pelo especialista Divide-se em duas etapas fundamentais: primeiramente, deve-se colocar o cão com a cabeça voltada para baixo e aplicar cinco palmadas enérgicas na regiãolocated entre as escápulas. Se o animal permanecer obstruído, é necessário realizar a manobra em formato de "J", que consiste em pressionar o abdômen com firmeza, empurrando para dentro, para cima e para frente, aproveitando a gravidade como aliada do socorrista.
O veterinário enfatiza que a execução eficaz da manobra requer a aplicação de uma pressão suficientemente firme durante o movimento. Um alerta importante feito pelo especialista é que o tutor jamais deve tentar remover o objeto com as mãos, pois essa ação pode empurrar ainda mais o corpo estranho ou gerar lesões adicionais.
Para distinguir um engasgo verdadeiro de outras condições como tosse de canil, complicações cardíacas ou espirro reverso, os responsáveis pelo animal precisam observar três aspectos principais: a origem do sintoma, os movimentos corporais e o som produzido pelo pet. Durante o engasgo, o estômago e a região abdominal apresentam movimentos intensos, o pescoço estica-se para frente e a boca permanece aberta num esforço para expelir o alimento. O animal pode emitir poucos ruídos ou nenhum, uma vez que as vias aéreas estão bloqueadas.
Os indicadores de alerta que merecem atenção especial incluem saliva em excesso, patas levadas à boca, gengivas e língua com tonalidade arroxeada — sinal de cianose — além de desespero e possibilidade de desmaio. Em contrapartida, quando se trata de tosse, os movimentos concentram-se no peito de forma constante. O cão pode apresentar uma ânsia seguida de expulsão de espuma branca ou líquido. O som característico da tosse é audível, seco e persistente, geralmente associado a contato prévio com outros cães, excitação ou esforço físico.
Fonte: A TARDE