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Comandante da Aeronáutica indicado por Lula é mencionado em plano de general condenado para possível governo de Flávio Bolsonaro

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Comandante da FAB de Lula é citado em articulação de general condenado para eventual governo Flávio Bolsonaro, diz site — Fonte: Farol da Bahia
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O general Augusto Heleno, sentenciado a duas décadas de prisão pelo envolvimento na trama para desestabilizar as instituições democráticas em 2022, estaria conduzindo negociações para indicar oficiais das Forças Armadas a um futuro governo de Flávio Bolsonaro, conforme revelou o portal ICL Notícias nesta quarta-feira.

Entre os nomes mencionados nas conversas estaria o atual comandante da Força Aérea Brasileira, Marcelo Kanitz Damasceno, que assumiu o cargo por designação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de 2023. Fontes ligadas ao meio militar informaram ao veículo que um encontro realizado na terça-feira com representantes da alta cúpula da Aeronáutica teria abordado indicações patrocinadas por Heleno.

A Força Aérea Brasileira emitiu nota negando parte dos relatos. Segundo aFAB, Damasceno não esteve presente em nenhuma reunião com o general condenado e, na data citada, encontrava-se no Rio de Janeiro onde proferiu uma palestra na Universidade da Força Aérea.

Apesar de ter sido empossado na liderança da Aeronáutica por indicação do governo Lula, Damasceno já ocupava posição de destaque na hierarquia militar durante a administração Jair Bolsonaro. Em outubro de 2020, o então presidente o nomeou para chefiar o Estado-Maior da Aeronáutica, função que exerceu até o encerramento de 2022.

Augusto Heleno integrou o núcleo central de apoiadores de Bolsonaro ao longo de seu mandato. Ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, ele foi ajudante de ordens do general Sylvio Frota durante o período militar e comandou a missão das Nações Unidas no Haiti no primeiro mandato de Lula. Nas investigações sobre a intentonaGolpe, a Polícia Federal localizou anotações suas relacionadas a estratégias para questionar a integridade do sistema eletrônico de votação.

De acordo com a apuração do ICL, Marcos Degaut, ex-secretário de Produtos de Defesa na gestão Bolsonaro, figuraria entre os cogitados para o Ministério da Defesa. Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência, seria considerado para assumir a direção da Polícia Federal. Ramagem foi sentenciado a dezesseis anos de prisão pela participação na conspiração e encontra-se foragido no território americano.

O plano articulado por Heleno também incluiria a perspectiva de uma anistia em caso de vitória eleitoral de Flávio Bolsonaro. A medida poderia favorecer o próprio general, além de Jair Bolsonaro, condenado a vinte e sete anos e três meses de prisão por sua atuação na tentativa de impedir a tomada de posse de Lula. A aprovação de qualquer anistia dependeria do respaldo do Congresso Nacional e poderia ser cuestionada junto ao Supremo Tribunal Federal.

Fonte: Farol da Bahia

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