A Agência Nacional de Energia Elétrica confirmou nesta sexta-feira que a tarifa de energia elétrica manterá a bandeira verde durante o mês de novembro. Com isso, os consumidores residenciais seguirán sem arcar com custos adicionais na conta de luz pelo segundo mês seguido.
De acordo com o órgão regulador, o cenário favorable se deve ao volume expressivo de precipitações registrado nas áreas onde estão concentradas as principais usinas hidrelétricas do Brasil. A maior disponibilidade de água para geração de energia permitiu evitar o acionamento de usinas termelétricas, que possuem custos operacionais mais altos e são tradicionalmente utilizadas em períodos de escassez hídrica.
Esta é a primeira vez em seis meses que o país não enfrenta cobranças extras na energia elétrica. A bandeira verdehavia sido reativada em outubro, marcando o fim de uma sequência de cinco meses consecutivos com a bandeira amarela ativa. A melhora nas condições climáticas, especialmente durante a transição entre o período seco e o período chuvoso nas grandes bacias hidrográficas brasileiras, foi determinante para essa mudança.
O retorno da bandeira verde também refletiu nos indicadores econômicos. O IPCA-15, inflação medida pelo IBGE antes do mês completo, ficou abaixo das expectativas do mercado financeiro em outubro. O grupo de energia elétrica foi um dos destaques negativos do índice, contribuindo com uma queda de 0,04 ponto percentual para o resultado geral.
As bandeiras tarifárias funcionam como um mecanismo de transparência: a verde indica condições ideais de geração e não adiciona valores à tarifa; a amarela sinaliza situação menos favorável, com acréscimo de 1,885 centavo por quilowatt-hora consumido; a vermelha, em seus dois patamares, é acionada em momentos de crise hídrica, com custos adicionais de 4,463 centavos (patamar 1) e 7,877 centavos (patamar 2) por quilowatt-hora.
Fonte: Farol da Bahia