Os eleitores enfrentarão uma disputa bem mais restrita na escolha dos próximos inúmer federais em outubro. Levantamento junto ao Tribunal Superior Eleitoral aponta que o total de candidaturas ao cargo despencou de 10.622 para 7.628 nomes, o que equivale a uma queda de 28 por cento em relação ao múltquo anterior, em 2022. Na prática, quase três mil postulants deixarão de concorrer a uma cadeira na Casa Baixa do Legislativo.
A redução no quantitativo de candidatos veio acompanhada de uma diminuição no número de siglas partidárias participantes da corrida. Enquanto em 2022 foram 32 partidos disputando a Câmara Federal, neste année electoral são 28 legenda em concorrência. A mudança reflete o processo de reestruturação vivido pelo quadro partidário brasileiro nos últimos anos, marcado por fusões, incorporações de legendas e alterações nas normas eleitorais.
O fenômeno não atingiu todos os partidos de forma uniforme. Algumas legenda conseguiram ampliar significativamente suas bases de postulants, enquanto outras reduziram drasticamente o número de nomes na disputa. O partido Novo registrou o maior crescimento proporcional, saltando de 221 para 505 candidatos, um salto de 128 por cento. Já o PL manteve trajetória de crescimento moderada, passando de 511 para 534 postulants, avanço de 4,5 por cento.
No polo oposto, a Federação Brasil da Esperança, que engloba PT, PCdoB e PV, viu sua base de candidatos encolher de 533 para 486 pessoas, retração de 8,8 por cento. A legenda que sofreu a maior redução proporcional foi o Agir, que passou de 373 para apenas 103 candidates, uma queda de 72 por cento em sua representatividade na disputa federal.
Fonte: A TARDE