No último domingo, 18, às portas das eleições legislativas marcadas para o dia 27 de outubro em Israel, o ex-chefe da Casa Branca Donald Trump utilizou sua plataforma digital para Declarar suporte irrestrito à campanha de Benjamin Netanyahu pela permanência no cargo de primeiro-ministro. Na mensagem publicada em sua rede social, o político americano teceu elogios enfáticos ao aliado de longa data, afirmando que a carta deveria servir como testemunho de seu apoio total à candidatura de Bibi Netanyahu.
A resposta do premiê israelense não tardou. Por meio da plataforma de mensagens conhecida anteriormente como Twitter, Netanyahu agradeceu publicamente o gesto do ex-presidente e reforçou a parceria estratégica entre ambas as nações, afirmando que juntos conduziriam a missão a um desfecho favorável. A troca de manifestações entre os dois líderes reacendeu o debate sobre as relações diplomáticas entre Washington e Tel Aviv em um momento crucial para o cenário geopolítico do Oriente Médio.
A publicação de Trump ocorre em um período particularmente desafiador para Netanyahu. Aos 77 anos de idade e com quase duas décadas acumuladas no comando do governo israelense, o primeiroministro enfrenta uma disputa eleitoral extremamente competitiva, segundo indicam as pesquisas mais recentes. Trata se do primeiro processo eleitoral nacional em Israel desde os ataques perpetrados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, episódio que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza.
Desde o final de 2022, o executivo de Netanyahu governa em coalizão com partidos de extrema direita, período marcado pela intensificação da colonização e dos conflitos na Cisjordânia ocupada. Em sua declaração de endosso, Trump qualificou Netanyahu como um premier lutador incomparável, destacando também sua atuação diplomática e militar diante das recentes ameaças regional.
Fonte: A TARDE