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Fraudes no INSS baiano: estagiários manipulavam sistemas para desviar benefícios

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Estagiários do INSS de Salvador são investigados pela PF; um foi preso.| Foto: Reprodução — Fonte: Aratu On - Últimas Notícias
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A Polícia Federal deflagrou a Operação Representante Ilegal na terça-feira passada para investigar um esquema de fraudes envolvendo estagiários do Instituto Nacional do Seguro Social em Salvador. Um dos jovens foi preso temporariamente durante a ação, que revelou um rombo de aproximadamente R$ 3,5 milhões aos cofres públicos.

As irregularidades foram descobertas após quatro meses de investigações, quando agentes identificaram movimentações suspeitas nos sistemas de uma agência localizada no bairro de Itapuã, na capital baiana. Os suspeitos utilizavam acessos vinculados a servidores efetivos do órgão para realizar modificações não autorizadas em benefícios previdenciários.

Conforme as apurações, os estagiários inseriam representantes legais em benefícios sem o conhecimento ou consentimento dos titulares. Essas pessoas, uma vez cadastradas, podiam movimentar contas previdenciárias, sacando pagamentos mensais e valores retroativos. A prática é permitida apenas em situações específicas, quando o beneficiário não tem condições de gerenciar sua própria aposentadoria.

Outra modalidade descoberta foi a reativação de benefícios anteriormente suspensos. Com essa manobra, os golpistas geravam pagamentos atrasados que eram imediatamente movimentados pelos falsos representantes. A investigação ainda revelou alterações na renovação de prova de vida, permitindo que benefícios continuassem sendo depositados mesmo sem a comprovação obrigatória de que o beneficiário ainda estava vivo.

Entre os casos analisados, chamou a atenção a presença de beneficiários com mais de 100 anos de idade. Muitos dos representantes cadastrados estavam registrados em estados diferentes, sugerindo uma atuação interestadual da quadrilha. As autoridades também encontraram evidências de benefícios concedidos irregularmente desde o início, utilizando dados de pessoas que jamais haviam solicitado aposentadoria.

Foi identificada ainda a inclusão de dependentes fictícios em pensões por morte, possibilitando o recebimento indevido de valores retroativos. As investigações apontam que os jovens usavam senhas e acessos pertencentes a servidores do INSS para executar os procedimentos não autorizados.

Paralelamente, a operação batizada como Colina cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Salvador e nos municípios baianos de Nazaré e Vera Cruz. Nesse segundo caso, um servidor do instituto é suspeito de aceitar propinas para remarcar e adiar indevidamente perícias médicas de segurados, permitindo a continuidade irregular de auxílios-doença.

Fonte: Aratu On – Últimas Notícias

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