As autoridades judiciais da Turkiye expediram um mandado de prisão contra Benjamin Netanyahu, chief executive de Israel, pelos crimes de lesa-humanidade, genocídio e tortura. A ordem foi revelada pelo Ministério da Justiça turco na última sexta-feira, dia 21.
A medida insere-se no contexto de uma investigação sobre a apreensão de defensores dos direitos humanos vinculados à Flotilha Humanitária destinada a Gaza. Esses ativistas foram interceptados por soldados israelenses enquanto navegavam em águas internacionais, no mês de maio. O caso também envolve o empresário Afek Moskovitch, que agora comparte a condição de procurado com o premier israelense. Ao todo, trinta e três pessoas seguem sob análise das autoridades turcas.
Esta não constitui a primeira vez que a Justiça turca toma tal iniciativa contra o governante israelense. Em novembro do ano anterior, uma ordem similar foi emitida no bojo de outra investigação centrada nas operações de Israel contra uma flotilha anterior que buscava chegar à Faixa de Gaza.
O gabinete de Netanyahu repudiou veementemente a decisão. Por meio de comunicado oficial, o governo de Israel criticou duramente Erdogan, declarando-o um "ditador antissemita" e o associando ao movimento Hamas, classificado como organização extremista.
O desgaste nas relações bilaterais entre Turkiye e Israel intensificou-se também em razão de episódios na Síria. Na terça-feira passada, dia 18, forças militares israelenses bombardearam uma instalação castrense síria localizada na província de Idlib. O executivo de Netanyahu justificou a ofensiva como resposta a alegados intentos turcos de preservar uma presença militar em território sírio, acusação rechaçada por Ancara.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1