Uma jovem de 29 anos foi detida em flagrante nesta terça-feira (25) na cidade de Paulo Afonso, localizada no extremo norte da Bahia, sob acusação de fraude eletrônica e ameaça. De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, a suspeita agia em conjunto com um comparsa para enganar comerciantes locais.
O esquema consistia em entrar em contato com estabelecimentos comerciais por meio de aplicativos de mensagem, solicitando diversos produtos. Após o pedido, a dupla enviava aos lojistas comprovantes de transferência bancária que, na realidade, não correspondiam a nenhum pagamento efetivo. Os documentos falsificados induziam os comerciantes a entregarem as mercadorias, acreditando que o valor já havia sido depositado em suas contas.
Uma das pessoas prejudicadas ficou desconfiada após ouvir relatos de outros golpes semelhantes ocorridos na mesma região. Ao verificar seu extrato bancário, constatou que o suposto crédito nunca havia sido realizado. A vítima então decidiu monitorar a entrega e conseguiu surpreender a mulher e um homem no momento em que recebiam os produtos.
O comparsa conseguiu fugir levando as mercadorias consigo, enquanto a suspeita foi contida no local até a chegada dos policiais. Durante a ocorrência, a detida teria feito ameaças visando sua liberação. A mulher foi levada à Delegaciária Territorial de Paulo Afonso, onde foi formalizada a prisão em flagrante e agora aguarda as decisões da Justiça.
As diligências continuam para identificar e capturar o homem que permanece foragido. A ação policial contou com servidores da 18ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior e com agentes do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação do Nordeste.
Em outro caso revelado no mesmo período, um policial civil é alvo de investigação em Feira de Santana por suposto acesso indevido a sistemas sigilosos de segurança pública. O servidor público foi alvo de dois mandatos de busca e apreensão cumpridos durante a Operação Espionagem, deflagrada pela Polícia Federal em parceria com órgãos estaduais de segurança. As informações indicam que o agente consultou dados pessoais e funcionais de um membro do Poder Judiciário e de um familiar suyo, sem qualquer justificativa oficial ou ligação com investigações em andamento. Os materiais apreendidos serão submetidos a análise técnica para esclarecer a dinâmica dos acessos e verificar a participação de outras pessoas. Caso as suspeitas se confirmem, o policial poderá responder por crimes contra a Administração Pública e violação de sigilo funcional.
Fonte: Aratu On – Últimas Notícias