O senator Carlos Viana, do PSD de Minas Gerais, protocolou na tarde desta terça-feira um pedido de afastamento por impeachment do ministro Alexandre de Moraes, membro do Supremo Tribunal Federal.
A ação surgiu após a divulgação do teor de conversas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master, cuja quebra de sigilo foi autorizada pelo ministro André Mendonça. O episódio reacendeu debates sobre a atuação do STF e motivou a movimentação política no Senado.
Nas redes sociais, Viana afirmou que, se o pedido for engavetado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, ele exigirá a saída de Alcolumbre da presidência e sua responsabilização. "Quem usa a cadeira para proteger um investigado perde a legitimidade para permanecer nela", escreveu o parlamentar.
Com as eleições para dois terços do Senado marcadas para o dia 4 de outubro, a disputa pelas vagas no legislativo federal torna-se decisiva para o futuro do processo. O núcleo bolsonarista, que apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, pretende conquistar maioria no Congresso para impulsionar o impeachment de ministros da Suprema Corte.
Até o momento, Alexandre de Moraes acumulou 54 pedidos de impeachment, incluindo o novo protocolo. Nenhum deles, contudo, chegou a ser incluído na pauta pelo presidente do Senado, o que mantém o caso indefinido.
A sessão que analisará o pedido ainda não foi agendada, e a reação da opinião pública e dos bastidores políticos promete intensificar o debate sobre o equilíbrio entre os poderes.
Fonte: A TARDE