A Justiça Eleitoral determinatou que a Polícia Federal abra investigação para apurar a suposta diminuição expressiva no número de ônibus disponíveis em Salvador durante o domingo de votação do segundo turno das eleições presidenciais. A suspeita é de que mais da metade da frota municipal tenha deixado de circular na capital baiana naquele dia.
De acordo com a decisão judicial, foram registradas imagens de veículos parados nas garagens ao longo de toda a jornada eleitoral, incluindo registros feitos por drones. O objetivo da apuração é identificar quem deu a ordem para a redução do serviço e verificar se houve intenção deliberada de prejudicar o deslocamento de eleitores aos locais de votação.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia expediu ainda determinação para que a prefeitura municipal, a pasta responsável pela mobilidade urbana e as empresas que operam o sistema de transporte público preservem e entreguem, no prazo de dois dias, toda a documentação referente à operação dos ônibus naquele domingo.
Durante a votação, o tribunal chegou a Ordering a prisão do Secretário Municipal de Mobilidade, Pablo Souza. Como ele se encontrava em viagem a Paris, na França, o mandado não pôde ser cumprido. A ordem foi cancelada na segunda-feira seguinte, porém o tribunal esclareceu que a revogação não representa absolvição dos possíveis envolvidos.
A prefeitura de Salvador justificou a escassez de ônibus como resultado de um protesto de profissionais vinculados ao sindicato da categoria, descontentes com a remoção de adesivos de campanha política affixed aos veículos, prática que contraria a legislação eleitoral. O prefeito Bruno Reis informou que a gestão orientou a liberação imediata da frota após detectar atrasos na saída dos coletivos.
Fiscalizações realizadas durante o domingo revelaram índices variados de redução no serviço. Em uma das garagens monitoradas pela Polícia Federal, foi constatada uma diminuição de 42,1% na frota, equivalente a 53 ônibus a menos em circulação comparativamente a um dia habitual. O Procon baiano contabilizou 944 veículos parados nas dependências das empresas OT Trans e Integra Plataforma.
Mesmo após a ordem para retomada integral do serviço, testemunhas relataram baixíssima movimentação de ônibus durante a tarde. Diante da situação, cidadãos soteropolitanos organizaram iniciativas de caronas voluntárias para auxiliar eleitores a chegarem aos pontos de votação.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1