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Vorcaro presta novo depoimento e refuta acusações de fraude bilionária contra o BRB

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Fonte: Últimas Notícias - Metro 1
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O empresário Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master, voltou a depor perante a Polícia Federal na última quinta-feira. Durante quase quatro horas de interrogatório, o banqueiro rejeitou categoricamente as acusações de que teria participado de uma fraude estimada em 12 bilhões de reais junto ao Banco de Brasília. A sessão faz parte das apurações sobre supostas irregularidades nas transações comerciais entre as duas instituições financeiras.

Vorcaro qualificou a Operação Compliance Zero como "precipitada", criticando a forma como a investigação foi conduzida. De acordo com seus defensores, o depoente respondeu a todos os questionamentos dos investigadores de maneira cooperativa e transparente. A equipe jurídica sustentou que a narrativa inicial apresentada pela operação "não se sustenta sob qualquer aspecto, seja factual ou jurídico".

Em relação às suspeitas de danos ao erário, o ex-dono do Master foi enfático: "As operações realizadas não provocaram qualquer tipo de prejuízo ao Banco de Brasília nem aos seus correntistas". No tocante às carteiras de crédito da Tirreno, Vorcaro esclareceu que a negociação "nunca foi concretizada, tampouco gerou perdas ao BRB ou à sua base de clientes". Os advogados anunciaram que apresentarão contestação judicial e solicitarão perícia técnica para desmontar o que classificaram como "uma narrativa fictícia sobre fraudes e prejuízos".

A Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, investiga a aquisição pelo BRB de 12 bilhões de reais em carteiras de crédito supostamente falsificadas. Os investigadores buscam compreender eventuais irregularidades nos negócios e os riscos decorrentes para a instituição pública. Em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal revelou que o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, manifestou preocupação em outubro de 2024 com a reação do mercado diante do aporte de capital necessário para viabilizar a compra do Master, enfatizando a urgência de "enviar sinais tranquilizadores ao mercado". Na ocasião, havia aprovação para um investimento de 750 milhões de reais.

Os investigadores também verificaram que o BRB realizou aquisições de ativos provenientes do próprio conglomerado Master, em operações que totalizaram bilhões de reais. Para os peritos federais, essa dinâmica poderia ampliar significativamente os riscos financeiros do banco público. Paulo Henrique Costa permanece detido desde abril de 2026, sob a suspeita de ter recebido propinas de Vorcaro em troca de benefícios nas transações.

Fonte: Últimas Notícias – Metro 1

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