Na reta final da corrida presidencial, os dois principais candidatos ao comando do Palácio do Planalto apresentam visões distintas sobre o futuro do esporte nacional. Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva enxerga no evento como catalisador para o desenvolvimento esportivo, Jair Bolsonaro segue caminho apartado do torneio internacional.
O atual chefe do Executivo federal propõe explorar a edição de 2027 como mote para impulsionar a prática esportiva entre mulheres e meninas brasileiras. Seu plano de governo aposta na continuidade e expansão das iniciativas implementadas durante o terceiro mandato, caso seja reeleito. Entre as medidas previstas, destacam-se a manutenção do Plano Nacional do Esporte e a execução de obras de infraestrutura por meio do Programa de Aceleração do Crescimento.
A estratégia lulista também contempla a expansão da rede Arena Brasil, com investimentos compartilhados com governos estaduais e municipais, além de organizações da sociedade civil. O candidato petita demonstra resistência a privatizações, limitando-as a setores de alta complexidade técnica e concentração de capital, como energia e infraestrutura pesada.
Uma das propostas mais ambiciosas do programa do atual presidente é a criação da Universidade do Esporte, projeto já aprovado pela Câmara dos Deputados. A instituição nasceria com o objetivo de formar profissionais especializados, impulsionar pesquisas e promover inovação tecnológica na gestão esportiva, fortalecendo o alto rendimento no país.
Do outro lado, o candidato do Partido Liberal apresenta proposta com tom mais social. Em seu plano de governo, Bolsonaro relaciona atividade física diretamente com educação e segurança pública. "O esporte tira o jovem da rua e ensina o que a sala de aula sozinha não ensina", pontua o candidato.
Bolsonaro propõe a abertura de escolas durante períodos de férias para evitar a ociosidade infantil, através do programa Escola nas Férias. Na esfera do rendimento esportivo, o senator propõe incentivos à iniciativa privada em parceria com clubes e universidades, além do uso de tecnologia e ciência de dados no gerenciamento de confederações e agremiações.
Em relação às políticas públicas, Bolsonaro não faz referência ao programa Bolsa Atleta, que em 2026 atingiu marca histórica com 11 mil atletas contemplados, nem menciona a Copa do Mundo Feminina em seu programa. O tema do esporte feminino surge apenas relacionado à exclusão de atletas transexuais das competições.
Fonte: A TARDE