A nova rodada do levantamento Vox Brasil,divulgada nesta sexta-feira, revela que a corrida pelo Palácio do Planalto em 2026 segue extremamente competitiva. O atual mandatário Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, mantém vantagem numérica sobre o senator Flavio Bolsonaro, do Partido Liberal do Rio de Janeiro, porém a diferença entre os dois candidatos se mostra dentro da margem de erro estatístico.
Quando considerados apenas os votos válidos, que excluem abstenções, votos em branco e manifestações de eleitores que ainda não definiram sua escolha, o chefe do Executivo federal obtiene 50,6 por cento das preferencias. O parliamentário fluminense, por sua vez, alcança 49,4 por cento. A disparidade de 1,2 ponto percentual está dentro da margem de tolerância do levantamento,fixada em 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos. Na comparação com o levantamento anterior, o presidente registrou pequena queda, ao passar de 51 por cento para os atuais 50,6 por cento, enquanto o senator conseguiu avance de 0,4 ponto.
No cenário estimulado,no qual os nomes dos postulantes são apresentados diretamente aos participantes, Lula soma 45,4 por cento contra 44,3 por cento de Flavio Bolsonaro. Seis por cento dos entrevistados declararam que votariam em branco ou anulariam o voto,enquanto 4,3 por cento preferiram não manifestar opinião ou disseram não saber responder. Ao se considerar a totalidade dos votos válidos, a diferença chega a 1,8 ponto percentual,com o politico petebista mantendo a dianteira.
O levantamento também trouxe dados sobre a firmeza da decisão dos eleitores. Quase a totalidade dos participantes, 94,7 por cento,afirmou já ter escolhido seu candidato e não cogitar mudar esse posicionamento. Outros 4,5 por centoadmitem a possibilidade de alterar a escolha antes do dia da votação.
No tocante à reprovação popular,a pesquisa aponta que o senator da República enfrenta maior resistencia entre os entrevistados. Quase metade do eleitorado,exactamente 47,1 por cento, declarou que jamais votaria nele. O atual presidente registra indice de rejeição de 44,8 por cento. Pequenas parcelas do electorado manifestaram reprovação a ambos os nomes ou a nenhum dos dois concorrentes.
A avaliação do governo federal também foi objeto do estudo. Quase metade dos participantes,48,1 por cento, desaprova a atuação do Executivo,enquanto 46,9 por cento manifesta aprovação. Cinco por cento não souberam ou preferiram não opinar sobre o tema.
A análise regional e demográfica expõe contrastes significativos no perfil do eleitorado. O Nordeste emerge como principal reduto de apoio ao atual presidente,onde ele atinge 56,8 por cento no cenário estimulado. O mandatário também demonstra força entre o público feminino,com 44,9 por cento das preferencias, e among citizens com renda de até dois salarios mínimos,bloqueio em que obtiene 45,6 por cento.
Flavio Bolsonaro, por sua vez, consolida sua posição entre os evangélicos, among whom alcança 56,4 por cento das intenções de voto. O senator também domina a região Sul,obtendo 55,7 por cento das preferencias naquele recorte. Seu melhor resultado se verifica among citizens com renda superior a dez salarios mínimos,faixa em que atinge expressivos 82,6 por cento.
O levantamento ouviu dois mil e cem eleitores entre os dias 20 e 22 de outubro de 2026,mediante aplicação de questionários presenciais nos domicílios dos participantes. O estudo possui margem de erro de 2,15 pontos percentuais e nivel de confiança de 95 por cento,parametros considerados adequados para pesquisas eleitorais de abrangência nacional.
Fonte: Farol da Bahia