Os profissionais responsáveis pela coleta e manejo de resíduos sólidos na capital baiana aprovaram em votação extraordinária uma paralização por tempo indeterminado, com início marcado para zero hora do primeiro dia de novembro. A decisão veio após sete tentativas frustradas de acordo entre o Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública do Estado da Bahia e as prestadoras de serviço contratadas pela prefeitura.
A categoria exige avanços em três frentes principais: o reconhecimento da insalubridade inerente à atividade, a definição da data-base para correção dos vencimentos e a aplicação de reajuste salarial adequado. Essas demandas integram as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho que vigorará no período 2026/2027.
Segundo a líder sindical Ana Angélica Rabello, o movimento paredista surge como instrumento de pressão diante da imobilidade das empresas. Ela declarou que os empregados não podem permanecer em espera indefinida enquanto os patrões não apresentam propostas concretas para as reivindicações envolvendo condições de trabalho e remuneração.
Caso a paralisação se concretize, a capital soteropolitana poderá enfrentar acúmulo de lixo nas vias públicas e falhas na retirada periódica de resíduos. O Sindilimp-BA informou que serão mantidos apenas os serviços considerados essenciais para atender às demandas mais urgentes da população, ao mesmo tempo em que reiterou disposição para retomar o diálogo e impedir a greve.
Fonte: Farol da Bahia