Passados trinta dias desde a colocação das boias de segurança no Porto da Barra, moradores e visitantes já identificam transformações significativas na dinâmica da praia. A ação, coordenada pela Prefeitura de Salvador por meio da Secretaria Especial do Mar, criou uma zona reservada para mergulho e recreação aquática, impedindo a passagem de embarcações motorizadas próximas à areia.
O projeto-piloto recebeu autorização da Marinha do Brasil e utiliza boias na cor amarela para demarcar um trecho de noventa metros a partir da margem arenosa. O aporte financeiro totalizou quatrocentos e cinquenta mil reais, valor que contemplou a compra do material, o translado, a instalação e toda a sinalização necessária.
A gestora da pasta responsável, Duda Lomanto, comemorou os resultados iniciais e destacou o acolhimento tanto da população local quanto dos visitantes. Segundo ela, a demarcação tem proporcionado maior organização no tráfego de embarcações e diminuído as possibilidades de incidentes.
O operador de máquinas Jairo Ferreira Lima, de quarenta e um anos, residente no bairro Marechal Rondon, manifestou apoio à medida. Ele revelou que frequentemente presenciava embarcações avançando sobre os espaços ocupados por banhistas, situações que ocorriam inclusive quando estava com a filha. A irmã dele, Jaira Ferreira Lima, concordou e defendeu o fortalecimento dos mecanismos de controle.
Entre os comerciantes da região, as opiniões foram mais divididas. Dono de uma barraca há uma década, Ueliton Júnior Barbosa, de trinta e oito anos, elogiou os benefícios em termos de segurança, porém sugeriu a redução das dimensões das boias por questões estéticas.
O acompanhamento da área delimitada funciona de forma contínua, conforme explicou o inspetor-geral da Guarda Civil Municipal. O monitoramento ocorre durante vinte e quatro horas por dia mediante câmeras integradas aos serviços da Capitania dos Portos. Até o momento, nenhum caso de invasão foi flagrado, embora uma situação envolvendo uma moto aquática tenha sido documentada.
A experiência vivenciada no Porto da Barra poderá servir como modelo para iniciativas futuras em demais pontos do littoral soteropolitano, conforme informou a Secretaria Especial do Mar.