O parlamentar Alexandre Aleluia, do partido Novo, reforçou sua posição na disputa pelo comando da Câmara Municipal de Salvador (CMS) ao alcançar a marca de 37 apoios declarados nesta terça-feira. O número representa a maioria absoluta dos 43 vereadores que compõem o Legislativo municipal e evidencia a força da coalizão formada em torno do nome do candidato.
A estratégia política ganhou fôlego após a adesão de membros da oposição ao projeto de Aleluia. Entre os novos aliados estão Randerson Leal e João Cláudio Bacelar, ambos filiados ao Podemos, além de Carlos Kleber, do PSD, e David Rios, do MDB. A vereadora Débora Santana, do PSDB, também anunciou seu respaldo durante encontro realizado na manhã desta terça. O apoio do atual presidente da Casa, Carlos Muniz, manifestado na segunda-feira, funcionou como catalisador para atrair novos segmentos ao bloco de sustentação.
Os vereadores oposicionistas que migraram para o campo de Aleluia impuseram condições para concretizar o alinhamento. Nas negociações preliminares, o grupo entregou uma lista de demandas que deverão orientar a gestão do futuro presidente. Entre as principais reivindicações figuram a manutenção da autonomia do Parlamento municipal frente ao Executivo, o aumento da influência dos legisladores na elaboração de projetos e a garantia de cumprimento rigoroso do Regimento Interno.
A pauta acordada contempla ainda a observância dos prazos regimentais para apreciação de propostas encaminhadas pelo governo municipal, a distribuição equitativa nas comissões permanentes e a normatização do processo de emendas parlamentares. Randerson Leal, considerado uma das principais vozes da oposição, informou que Aleluia demonstrou receptividade diante das reivindicações apresentadas. A bancada oposicionista optou por liberar seus membros para decidirem individualmente, em vez de impor uma posição coletiva.
Embora a votação esteja programada apenas para janeiro de 2027, a movimentação antecipada já mobiliza as principais lideranças do Legislativo soteropolitano. Aleluia tem preconizado que o processo deve privilegiar o fortalecimento institucional da Câmara, superando divergências ideológicas entre os partidos. O resultado das articulações amplia significativamente as perspectivas do vereador, mas a definição efetiva do comando da Casa dependerá do sufrágio entre os parlamentares.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1