O Departamento de Estado norte-americano protocolou um comunicado oficial no qual ratifica a posição do governo de Donald Trump de respaldo às eleições livres no Brasil e ao direito da população brasileira de eleger seus representantes democraticamente. O documento enfatiza a disposição estadounidense de preservar o diálogo construtivo e a colaboração mútua com o Executivo brasileiro em questões relacionadas à segurança pública, ao comércio bilateral e aos investimentos entre ambas as nações.
A manifestação surgiu como resposta a uma carta subscrita por 31 deputados e senadores brasileiros, nos quais os parlamentares acusaram a administração Trump de interferir no processo eleitoral brasileiro por meio de pressões políticas, econômicas e diplomáticas. Os signatários sustentaram que os Estados Unidos teriam agido para direcionar o resultado das urnas no país.
No mesmo comunicado, a chancelaria estadounidense justificou as sanções impostas ao ministro Alexandre de Moraes sob a Lei Magnitsky em julho de 2025, alegando a existência de provas de violações graves dos direitos humanos. Segundo o órgão, o magistrado teria ordenado prisões preventivas sem fundamentação adequada e emitido determinações sigilosas a plataformas digitais para remover contas de adversários políticos. O nome de Moraes foi excluido da lista de sancionados em dezembro do mesmo ano.
Apesar de declarar apoio ao processo democrático brasileiro, o governo dos Estados Unidos manteve a posição de considerar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações de caráter terrorista, reforçando a Cooperation em matéria de combate ao crime organizado transnational.
Fonte: Farol da Bahia