O alemão Jakob Ludwig Wickenhäuser pronunciou-se publicamente contra um vídeo que circula nas redes sociais, no qual um homem de Santa Catarina compara o estado brasileiro à Alemanha e afirma que pessoas originárias do Rio de Janeiro, da região Norte, do Nordeste ou da Bahia não deveriam se estabelecer ali. Nas imagens, o autor das declarações utiliza a suposta identidade alemã para justificardiscriminações contra cidadãos de outras partes do Brasil.
Jakob classificou as afirmações como racistases xenofóbicas e expressou profunda vergonha por ver seu país de origem ser invocado para legitimar preconceitos dentro do território brasileiro. Em suas palavras, o teor das declarações não merece sequer commentários mais elaborados, tratando-se de absurdos que não deveriam ter espaço na sociedade.
O alemão também condenou a associação entre a cultura alemã e posicionamentos discriminatórios, pedindo que o nome de sua nação não seja utilizado para justificar hatred e exclusão. Em outro trecho de sua manifestação, lembrou os horrores da Segunda Guerra Mundial, destacando que os crimes cometidos naquele conflito representam uma das maiores atrocidades já registradas contra a humanidade.
Jakob esclareceu que não pretende generalizar a população da região Sul do Brasil, mas lamentou que vídeos como esse comprometam a reputação de milhões de moradores que não compartilham dessas ideias. Para ele, tais conteúdos destroem a imagem de comunidades inteiras e geram vergonha, inclusive entre os próprios cidadãos alemães que repudiam qualquer forma de discriminação.
Santa Catarina é reconhecido por concentrar significativo apoio político à família Bolsonaro. Nas eleições presidenciais deste ano, o candidato Flávio Bolsonaro obteve três milhões de votos no estado, representando 66,65% dos votos válidos, contra 25,04% de seu adversário. Em 2022, Jair Bolsonaro também venceu em Santa Catarina durante o segundo turno, conquistando 69,27% dos votos válidos. Nas eleições de 2026, Carlos Bolsonaro foi escolhido pelo eleitorado catarinense para ocupar uma vaga no Senado Federal, recebendo mais de dois milhões de votos, correspondente a 25,35% dos válidos. A outra cadeira foi preenchida por Carol de Toni, do mesmo partido, com aproximadamente 2,7 milhões de votos.
Fonte: Farol da Bahia