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Especialista alerta para riscos econômicos e geopolíticos de vitória de Bolsonaro Filho nas eleições de 2026

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Fonte: Últimas Notícias - Metro 1
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A proximidade dos resultados do primeiro turno, com 47% contra 45%, evidencia que a disputa eleitoral está longe de estar definida. A margem apertada permite qualquer virada nos próximos dias, tornando essencial comprender as implicações de cada candidato para o futuro nacional.

Para a economia brasileira, o governo Lula demonstrou ser capaz de manter indicadores estáveis. O crescimento do PIB atingiu aproximadamente 3% no último ano da gestão Bolsonaro e nos primeiros três anos do atual mandato. Embora haja desaceleração em curso, a inflação permanece controlada, devendo fechar o ano em torno de 5%, acima do teto da meta, porém sem provocar alarme. O resultado primário das contas públicas está próximo do equilíbrio, com déficit de apenas 0,6% do PIB.

Contudo, Nogueira Batista Jr destaca um problema crônico brasileiro: os juros reais praticados pelo Banco Central figuram entre os mais altos do mundo. A taxa Selic elevada beneficia fundamentalmente quem possui patrimônio financeiro expressivo, criando um ambiente onde investidores preferem aplicar recursos no mercado financeiro em vez de expandir negócios. O Brasil também permanece como refúgio fiscal para super-ricos, que conseguem reduzir significativamente sua carga tributária por meio de planeamento tributário.

Caso Flavío Bolsonaro seja eleito, as perspectivas são alarmantes. O candidato jamais exerceu cargo executivo, tendo dedicado sua vida inteira ao legislativo, sem se destacar por qualquer contribuição relevante. A família Bolsonaro, incluindo o pai, nunca demonstrou capacidade administrativa. Um governo seu provavelmente recorreria a quadros despreparados e oportunistas, muitos deles vinculados a grupos ilícitos, comprometendo a gestão pública.

A ausência de um plano económico claro por parte do candidato preocupa os analistas. Qualquer ajuste fiscal necessário exigirá sacrifícios: cortes de gastos ou aumentos de impostos. Possíveis medidas incluem a suspensão dos aumentos reais do salário mínimo, a desvinculação de pensões e aposentadorias, e a eliminação dos pisos constitucionais para saúde e educação. Tais medidas seriam regressivas, prejudicando precisamente os segmentos mais vulneráveis que apoiam o candidato.

No cenário internacional, os Estados Unidos deixaram claro seu objetivo de dominar completamente o hemisfério ocidental, região que vai da Patagônia à Groenlândia. Documentos oficiais de Washington, como a Estratégia de Segurança Nacional de 2025 e a Estratégia de Defesa Nacional de janeiro de 2026, confirmam essa ambição hegemonista. O Brasil, maior país da América Latina, é indispensável para esse projeto imperialista.

O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras e vastas reservas de minerais críticos. Os Estados Unidos já garantiram avanços nesse sentido, como na mina Serra Verde em Goiás. Essa resources naturais estratégicas transformaram o país em alvo prioritário da política externa norte-americana, que busca garantir o fornecimento de matéria-prima essencial para sua economia.

A postura submissa da família Bolsonaro em relação aos Estados Unidos é histórica. Jair Bolsonaro imitava servilmente Donald Trump, chegando a cumprimentar a bandeira norte-americana. Flavío mantém a mesma linha, sendo fervoroso defensor de Israel, país atualmente acusado de genocídio. Essa alinhamento automático com potências imperialistas compromete a autonomia diplomática brasileira.

O Brasil está cercado por governos alinhados com Washington, com exceção de México, Cuba, Nicarágua e Venezuela, esta última transformada em protetorado após a prisão de seu presidente. Apenas o Uruguai e Suriname, países de menor peso económico, compartilham alguma autonomia regional.

Para enfrentar esse cenário desafiador, o Brasil precisa abandonar a postura acomodada de acreditar que a diplomacia e o soft power serão suficientes. É necessário desenvolver autossuficiência em áreas estratégicas, priorizando a segurança nacional acima da eficiência económica máxima. O complexo de inferioridade colonial, herdado de séculos de dominação, deve ser superado.

O país possui potencial enorme: quinto maior território, sétima população e oitava economia mundial. Um Brasil bem direcionado, com políticas humanas e justas, pode oferecer ao mundo uma mensagem de paz e solidariedade tão necessária neste momento de barbárie crescente.

Fonte: Últimas Notícias – Metro 1

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