O advogado José Brito revelou, em entrevista ao Jornal da Cidade nesta terça-feira (25), que se passaram nove anos desde o naufrágio da lancha Cavalo Marinho I e apenas uma única vítima obteve pagamento de indenização. O caso, que marcar a história da navegação na região, segue sem solução para a maioria dos prejudicados.
Conforme explicou o jurista, três ações judiciais já se encontram na fase de cumprimento de sentença, estágio em que o condenado deve quitar os valores devidos. Dessas três, contudo, apenas uma pessoa efetivamente recebeu o dinheiro. Outras cinco causas ainda nem sequer passaram por decisão em primeira instância, permanecendo paralysadas na justiça.
No total, 17 processos seguem tramitando no Tribunal Regional Federal da 1ª Região após recursos apresentados pelas empresas ré. Brito demonstrou indignação com a conduta da proprietária da embarcação durante o processo. Segundo ele, a companhia sempre demonstrou descaso e ausência de vontade para negociar um acordo durante a etapa de mediação.
Sobre o cronograma futuro, o advogado estimou que os recursos em tramitação no tribunal devem ser julgados definitivamente no ano de 2027. Ele também acredita que as execuções já abertas possam ser encerradas até o final daquele ano.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1