O segmento de minerais críticos e estratégicos movimentação a economia brasileira com um total de 129.423 vagas com carteira assinada em todo o território nacional. O número representa mais da metade do universo de empregos formais da indústria extrativa mineral, que chega a 226.634 posições. Em comparação com o mercado de trabalho registrado dois anos antes, o setor observou uma expansão expressiva de 8,6%, evidenciando o crescimento sostenido da atividade.
Os dados foram consolidados pelo Portal de Minerais Críticos e Estratégicos, ferramenta criada pela Agência Nacional de Mineração a partir de informações do Novo Caged e da Rais, sistemas de registro de admissões e desligamentos de trabalhadores. O mapeamento permite acompanhar a distribuição geográfica do setor e identificar os principais polos de geração de emprego.
Minas Gerais lidera o ranking com folga, totalizando 62.631 trabalhadores empregados. O Pará aparece em segundo lugar, com 27.047 profissionais na ativa. Já a Bahia conquista a terceira posição, reunindo 9.147 trabalhadores vinculados à atividade extrativa mineral.
Entre as substâncias acompanhadas pelo painel de monitoramento estão alumínio, ouro, ferro, cobre, terras-raras, nióbio, titânio e lítio. A extração de minério de ferro desponta como a maior geradora de oportunidades, concentrando 70.027 postos de trabalho. O segmento de metais preciosos fica em segundo lugar, com 21.313 profissionais empregados.
O perfil da força de trabalho revela predominância masculina: 100.765 homens ocupam posições no setor, equivalentes a 78% do total. As mulheres totalizam 28.658 vagas, correspondendo a 22% dos empregos. No quesito escolaridade, 30.707 profissionais possuem formação superior, número que representa 14% do quadro de trabalhadores. Desse grupo, 11.647 são mulheres.
Os níveis de remuneração variam conforme a qualificação. Em 2025, a remuneração média para trabalhadores com ensino fundamental ficou em R$ 3.218. Para quem possui ensino médio, o salário médio alcançou R$ 4.142. Profissionais com diploma universitario apresentaram média salarial de R$ 11.856.
No âmbito municipal, Parauapebas, no Pará, registrou 8.234 trabalhadores empregados no setor. O municipio mineiro de Nova Lima apareceu com 8.218 profissionais, seguido por Congonhas, também em Minas Gerais, com 7.114 vagas.
No total, o Brasil concentra 1.012 áreas em produção ativa, movimentando R$ 250,4 bilhões em valor econômico para o país.
Fonte: A TARDE