A Toyota está desenvolvendo uma nova geração do Corolla que promete revolucionar o mercado de veículos econômicos. A montadora japonesa confirmou a criação de uma arquitetura modular completamente nova, que substituirá a atual plataforma TNGA e será capaz de acomodar diferentes tipos de tecnologia de propulsão.
De acordo com informações divulgadas pela empresa, a nova estrutura permitirá a fabricação de versões híbridas convencionais, híbridas recarregáveis, totalmente elétricas e modelos exclusivamente a combustão, dependendo das demandas de cada mercado. A montadora batizou essa arquitetura de "plataforma de múltiplas trajetórias", evidenciando sua versatilidade.
O próximo Corolla também receberá um conjunto mecânico inteiramente novo, composto por um motor 1.5 litros com quatro cilindros disponível nas versões aspirada e turbo, aliado a motores elétricos, unidades de controle de potência e inversores mais leves e compactos. A combinação dessas tecnologias deve proporcionar uma redução de aproximadamente 15% no consumo de combustível em comparação com os modelos atuais.
Além da eficiência energética aprimorada, a nova geração será significativamente mais compacta e leve que o veículo atualmente comercializado. O propulsor 1.5 litros representa um desenvolvimento exclusivo da marca, sem qualquer relação com motores de mesma cilindrada encontrados em outros produtos do catálogo da empresa.
No segmento totalmente elétrico, as projeções indicam que o modelo alcançará aproximadamente 400 quilômetros de autonomia com uma única carga. A produção do Corolla elétrico está programada para ter início em 2028 nas instalações industriais que a montadora mantém na China.
As versões equipadas com motores a combustão e sistemas híbridos convencional e plug-in serão apresentadas primeiramente no Japão, com início das comercializações previsto para 2027. Considerando que o Corolla possui presença global e costuma chegar rapidamente a diversos mercados, especula-se que o lançamento no Brasil ocorrerá logo após as primeiras comercializações internacionais.
Fonte: A TARDE