O Partido Liberal (PL) oficializou nesta segunda-feira, 26 de dezembro, o reconhecimento da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo Palácio do Planalto. A legenda, que havia apoiado a candidatura de Flávio Bolsonaro ao cargo de chefe do Executivo federal, emitiu uma nota oficial assinada pelo presidente da agremiação, Valdemar Costa Neto, confirmando a aceitação do resultado das urnas.
No documento publicado nas redes sociais, o PL afirmou que aceita o veredicto anunciado pela Justiça Eleitoral, representado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entretanto, a legenda hizo questão de destacar que "dúvidas surgidas durante o processo precisam ser esclarecidas" e que seguirá monitorando os desdobramentos com "responsabilidade, transparência e respeito às instituições democráticas".
Valdemar Costa Neto comentou ainda supostas "manobras eleitorais" que, segundo ele, teriam favorecido a recuperação de Lula entre o primeiro e o segundo turno da corrida presidencial.
Do outro lado, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro adotou postura diametralmente oposta. Ainda na noite deste domingo, 25, após a confirmação da vitória do adversário, Flavío Bolsonaro informou que não aceita o resultado e pretende ingressar com pedido de anulação do processo eleitoral. Em declaração veiculada por meio de vídeo nesta segunda, o senator elect disse ter sido "inaceitável" o que classificou como interferência unprecedented na disputa.
"Pela primeira vez na história, um ministro do Supremo Tribunal Federal editou uma decisão que alterou as regras do jogo durante a competição", criticou Flavío, referindo-se a uma determinação judicial que teria impactado a dinâmica da campanha.
O candidato derrotado também anunciou que encaminhará à Justiça Electoral um pedido de cassação da chapa vitoriosa, alegando "abuso do poder político e econômico" e a existência de um suposto "complexo industrial de desinformação" voltado à difusão de notícias falsas contra sua família política.
Com 51,79% dos votos válidos, Lula garantiu mais um mandato de quatro anos à frente da Presidência da República, conquistando seu quarto mandato no cargo.
Fonte: A TARDE