Um vídeo contendo ameaças e desejos de violência sexual contra filhas de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem circulado intensamente nas redes sociais desde a divulgação do resultado das eleições presidenciais. A autora da gravação, uma jovem ainda não identificada, manifestou apoio ao candidato derrotadoFlávio Bolsonaro, do partido PL.
Nas imagens, a mulher aparece trajando o uniforme de uma rede de supermercados localizada na cidade de Marília, no interior do estado de São Paulo. Em seu pronunciamento, além das ameaças de natureza sexual direcionadas às familiares dos adversários políticos, ela utilizou expresiones vulgares e ofensivas, fazendo referência a roubos e desejar que eventos catastróficos recaíssem sobre os lares dos eleitores petistas.
A empresa proprietária do supermercado emittingiu nota oficial na qual esclareceu que as declarações são de inteira responsabilidade da funcionária e não refletem a postura ou os valores da organização. A nota ainda repudiou veementemente qualquer tipo de violência sexual, ameaças e maus-tratos contra crianças e adolescentes, independentemente de convicções políticas ou ideológicas. Segundo o comunicado, os episódios estão sendo tratados com seriedade e acarretarão aplicação de medidas disciplinares conforme a legislação trabalhista vigente, embora os detalhes das providências não tenham sido divulgados.
A instituição de ensino superior de Marília, onde a jovem supostamente cursou Direito, também se pronunciou por meio de comunicado. A universidade informou ter recebido diversas manifestações da sociedade questionando o caso e repudiou as declarações, afirmando que estas são incompatíveis com seus princípios de respeito, responsabilidade e convivência democrática. A instituição esclareceu, contudo, que a mulher não possui vínculo estudantil ativo no momento.
O terapeuta Marcio Valentim ganhou destaque nas redes sociais ao compartilhar o vídeo e manifestar seu repúdio ao conteúdo. Em sua análise, ele enfatizou que a violência sexual não pode jamais ser empregada como argumento de natureza política. O profissional destacou a gravidade de presenciar uma mulher direcionando violência contra outras mulheres motivada exclusivamente por questões eleitorais, cuestionando como a polarização política pode levar indivíduos à perda total de sua humanidade.
Fonte: Farol da Bahia