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Advogados de Flavio Bolsonaro alertam para risco iminente de prisão por ordem de Alexandre de Moraes

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Fonte: A TARDE
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Os defensores do senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) demonstram crescente preocupação com a possibilidade de uma ordem de prisão preventiva ser emitida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O receio surgiu após o parlamentar descumprir a determinação judicial que obrigava a entrega dos passaportes e vedava a saída do território nacional.

O congressista encontra-se atualmente nos Estados Unidos acompanhado de familiares. Conforme informações divulgadas pelo jornal O Globo, a defesa está apreensiva tanto com a celeridade das decisões judiciais adotadas recentemente quanto com as possíveis repercussões pelo não cumprimento da ordem. A prisão preventiva pode ser requerida pela Procuradoria-Geral da República ou pela Polícia Federal e, posteriormente, decretada por Moraes, desde que identificados os pressupostos legais exigidos.

Parlamentares do Partido dos Trabalhadores protocolaram junto ao Supremo Tribunal Federal um pedido de prisão preventiva do senador. Na peça jurídica enviada ao tribunal, os deputados petistas requerem também que, caso a medida seja efetivada, o nome de Flavio seja inserido na difusão vermelha da Interpol, mecanismo de cooperação internacional utilizado para localização de pessoas procuradas pela Justiça.

A defesa perdeu comunicação com o cliente. Os advogados haviam combinado a entrega dos passaportes na manhã desta terça-feira, porém não conseguiram concretizar o procedimento por não conseguirem localizar o parlamentar. O prazo estabelecido por Moraes expirou às 11 horas, sem que a documentação fosse apresentada.

Flavio Bolsonaro é alvo de dois inquéritos. A decisão que proibiu a saída do país foi tomada no âmbito de um processo que investiga suspeita de lavagem de dinheiro em um suposto esquema relacionado a plataformas de apostas eletrônicas. O senator e o advogado Willer Tomaz são mencionados nas apurações, sendo que ambos reconhecem amizade, mas negam sociedade e qualquer irregularidade.

O segundo inquérito tramita na Polícia Federal e apura possíveis crimes relacionados ao financiamento da produção cinematográfica Dark Horse, obra que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente cumprindo prisão domiciliar em Brasília.

Fonte: A TARDE

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