O Tribunal Superior Eleitoral confirmou a troca de 1.551 máquinas de votação durante o segundo turno das eleições deste domingo (25). O número representa apenas 0,28% do total de equipamentos disponibilizados para a votação. De acordo com o órgão, as substituições foram necessárias devido a defeitos técnicos ou avarias nos aparelhos, mas não afetaram a confiabilidade dos votos registrados.
Para lidar com eventuais problemas, a Justiça Eleitoral manteve em alerta 48.815 aparelhos reservas em todo o território nacional. Ao todo, mais de 128 milhões de brasileiros exerceram o direito ao voto, enquanto a taxa de ausências chegou a 19,22% do eleitorado.
O domingo de votação também ficou marcado por controvérsias no transporte público. Denúncias indicaram redução na quantidade de ônibus em circulação na capital baiana e em cidades paulistas. A legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou representações junto ao Supremo Tribunal Federal e ao Tribunal Superior Eleitoral, afirmando que a redução das linhas prejudica o deslocamento de eleitores até as seções eleitorais. Na capital baiana, o titular da pasta de Mobilidade Urbana acabou preso por determinação da Justiça Eleitoral.
Por volta das 17 horas, o ministro do Supremo Cristiano Zanin determinou a ampliação do horário de votação em todo o país até as 19 horas. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, alertou que a medida gerou desafios logísticos significativos, uma vez que inúmeras urnas já haviam sido encerradas e não poderiam ser reabertas. Para impedir a divulgação antecipada dos resultados, o tribunal suspendeu temporariamente o recebimento dos Boletins de Urna.
Apesar dos imprevistos, Nunes Marques garantiu que os mecanismos técnicos adotados asseguraram a continuidade da contagem sem comprometer a lisura do processo. "Nenhuma alteração resultou da decisão judicial. Temos plena convicção na integridade de todo o processo eleitoral", afirmou o ministro.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1